O desafio da escolarização de crianças com hidrocefalia congênita submetidas à derivação ventrículo-peritoneal

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Mayze Pereira Dalcol Freire
José Roberto Tude Melo

Resumo

Introdução: A hidrocefalia congênita é uma doença com repercussões sociais, podendo coexistir com problemas neurológicos motores ou cognitivos, que dificultam a inclusão escolar dessas crianças. Objetivo: Identificar a prevalência de ingresso escolar de crianças portadoras de hidrocefalia congênita submetidas a cirurgia para derivação ventrículo-peritoneal. Métodos: Estudo de corte transversal por meio da revisão consecutiva de prontuários médicos de crianças portadoras de hidrocefalia congênita submetidas a cirurgia para derivação ventrículo-peritoneal entre setembro de 2009 e setembro de 2012, com acesso escolar confirmado pelos pais ou responsáveis durante o acompanhamento ambulatorial de 4 anos após a cirurgia. Resultados: Foram incluídas na análise 92 crianças, com média de idade de 9 meses (± 13,42 meses) na ocasião do implante da derivação ventrículo-peritoneal. Em 43% houve confirmação parental de matrícula escolar, identificada durante o período de seguimento ambulatorial. A maior prevalência de admissão escolar foi verificada em crianças procedentes da capital do estado (65 vs 25%; ρ= 0.0001) e naquelas que não apresentaram complicações após a cirurgia (34 vs. 10%). Conclusões: Considerando a área geográfica estudada, o ingresso escolar de crianças portadoras de derivação ventrículo-peritoneal foi abaixo do observado na população geral, sobretudo naquelas procedentes do interior do estado da Bahia.

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Como Citar
Freire, M. P. D., & Melo, J. R. T. (2024). O desafio da escolarização de crianças com hidrocefalia congênita submetidas à derivação ventrículo-peritoneal. Revista De Pediatria SOPERJ, 25(2), e20250284. https://doi.org/10.31365/ISSN.2595-1769.2025.0284
Seção
Artigo Original

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