Leite materno rosa: implicações clínicas e relato de caso
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Resumo
Introdução: A composição do leite materno sofre variações fisiológicas ao longo da lactação; contudo, alterações cromáticas acentuadas são raras e podem sinalizar condições patológicas. O leite de coloração rosada é um achado incomum, geralmente associado a traumas mamilares ou à colonização por microrganismos pigmentados, como a Serratia marcescens. Objetivo: Relatar o caso de uma lactente com ganho ponderal inadequado associado à contaminação do leite materno por S. marcescens, destacando a importância da investigação microbiológica precoce e do manejo adequado para garantir a segurança neonatal e a continuidade do aleitamento materno. Descrição do caso: Relata-se o caso de uma lactente com ganho ponderal inadequado, cuja mãe identificou coloração rosada no leite ordenhado e nos componentes da bomba de extração. A investigação microbiológica confirmou a contaminação por S. marcescens. O manejo incluiu antibioticoterapia para o binômio (mãe e lactente) e reforço rigoroso das medidas de higiene, resultando na resolução da alteração de cor e na retomada da ascensão na curva de crescimento da criança. Discussão: A persistência de leite rosado exige investigação microbiológica imediata para descartar patógenos oportunistas. O ganho ponderal inadequado em lactentes expostos a essa condição deve ser interpretado como um sinal de alerta crítico, demandando avaliação minuciosa. A identificação precoce da S. marcescens é fundamental para a segurança neonatal. A conduta terapêutica deve ser individualizada, considerando a presença de repercussões clínicas ou de riscos infecciosos específicos, assegurando suporte contínuo à continuidade segura do aleitamento materno.
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