Comunicação de notícias difíceis em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal: atendemos às expectativas dos pais?
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Resumo
Introdução: A comunicação de uma má notícia em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal merece atenção especial, pois compreende um cenário clínico complexo, onde
as informações e previsões sobre os quadros clínicos variam muito rapidamente, em função da instabilidade do recém-nascido. Objetivos: Avaliar se as estratégias de comunicação
de notícias difíceis atendem às expectativas dos pais e propor melhorias. Métodos: Pesquisa observacional descritiva do tipo transversal, cuja coleta de dados ocorreu durante cinco
meses. Foi elaborado um questionário com questões abertas e fechadas. Foram incluídos pais de recém-nascidos internados durante o período proposto para coleta de dados e cujo tempo de internação foi maior/igual a sete dias. Resultados: Foram aplicados 62 questionários. A prematuridade foi responsável por 71% das internações. O índice de satisfação geral foi acima de 90% em mais de 55% dos questionários e menor/igual a
70% em 10,8% dos questionários. Nas questões abertas, a resposta sobre a notícia mais difícil esteve relacionada ao diagnóstico da criança. Sobre o que mais incomodou os pais
durante as notícias, a resposta de maior frequência foi “nada”. A forma como a notícia foi dada foi o principal ponto positivo levantado. A maioria das respostas sobre o que poderia ter sido diferente foi “nada”. Sobre sugestões para a melhoria das notícias, as principais respostas foram “nada” e “o local e o tempo disponível para notícias”. Conclusões: A maioria dos entrevistados relatou “satisfação” em relação à comunicação de notícias difíceis na unidade.
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