Saúde ocular e tempo de tela: um estudo sobre crianças em fase inicial de alfabetização
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Resumo
Introdução: O uso prolongado de telas vem causando prejuízos à saúde infantil, podendo comprometer a aprendizagem nos anos iniciais de alfabetização, fundamentais para o sucesso nas demais etapas escolares. Objetivo: Estimar a prevalência de sintomas oculares e verificar a relação entre saúde ocular e uso de telas. Métodos: Participaram 432 crianças matriculadas nos 1º e 2º anos do Ensino Fundamental público de um município do norte do RS, entre outubro e dezembro de 2023. Os pais das crianças responderam um questionário contendo informações sociodemográficas, epidemiológicas e comportamentais dos filhos. Realizou-se análise estatística dos dados, com descrição das frequências das variáveis, e testando-se o nível de significância (p<0,05) das variáveis independentes em relação à dependente (sintomas oculares). Resultados: 89,6% das crianças têm acesso às telas, sendo o telefone celular (63,7%) o dispositivo predominante, seguido pela televisão (26,6%). Tempo de tela superior a duas horas diárias foi observado em 63,7%. As manifestações mais relatadas foram cefaleia (38,7%), prurido ocular (27,3%) e astenopia (22%), sendo mais frequentes em crianças com tempo de tela superior a duas horas diárias (p<0,05). Apenas 30 crianças não eram expostas às telas, e dentre elas menos de 1% apresentava algum dos sintomas avaliados. Conclusões: A exposição às telas foi altamente prevalente na população estudada, com predomínio do uso de celulares e exposição superior a duas horas diárias. Cefaleia, prurido ocular e astenopia foram significativamente mais frequentes entre aquelas com maior tempo de tela, sugerindo que exposições acima de duas horas podem ocasionar impactos negativos à saúde infantil.
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