Prevalência de paralisia cerebral e sua distribuição motora em crianças acompanhadas em um Centro de Reabilitação no Rio de Janeiro

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Marta Cristina da Silva Teixeira
Fernanda J. P. Marques

Resumo

Introdução: No Brasil, os dados epidemiológicos sobre paralisia cerebral ainda são limitados. Conhecer seu perfil no contexto nacional é fundamental para orientar condutas terapêuticas adequadas e subsidiar o desenvolvimento de políticas públicas. Objetivo: Descrever o perfil clínico e a distribuição motora de crianças com diagnóstico de paralisia cerebral atendidas em um centro de reabilitação no Rio de Janeiro. Método: Estudo transversal retrospectivo, realizado entre novembro de 2023 e junho de 2024. Foram analisados dados de um grupo randomizado de crianças com paralisia cerebral, classificadas segundo o Gross Motor Function Classification System (GMFCS). Resultados: Foram incluídas 756 crianças, sendo 436 (57,7%) do sexo masculino e 320 (42,3%) do feminino. O fator de risco mais frequente foi insulto hipóxico-isquêmico associado a prematuridade (36,6%). A forma clínica predominante foi a paralisia cerebral espástica (77,9%) tetraplégica (55,3%). As principais comorbidades foram epilepsia (62,7%), disfagia (43,3%), sialorreia (30,2%) e constipação intestinal (32,1%). Entre as condições ortopédicas, destacaram-se luxação de quadril (45,8%) e escoliose (24,6%). Quanto ao GMFCS, 303 (40,1%) foram classificados no nível V, 118 (15,6%) no IV, 88 (11,6%) no III, 67 (8,9%) no II e 127 (16,8%) no I. Os achados de neuroimagem revelaram lesão hipóxico-isquêmica como o mais prevalente (54,1%). Conclusão: A maioria das crianças apresentou comprometimento funcional grave, associado a maiores taxas de comorbidades clínicas, especialmente epilepsia. Torna-se essencial a implementação de políticas públicas e estratégias de reabilitação abrangentes para garantir cuidados contínuos e de qualidade a essa população.

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Como Citar
Teixeira, M. C. da S., & Marques, F. J. P. (2026). Prevalência de paralisia cerebral e sua distribuição motora em crianças acompanhadas em um Centro de Reabilitação no Rio de Janeiro. Revista De Pediatria SOPERJ, 26(3), e20260403 . https://doi.org/10.31365/issn.2595-1769.2026.0403
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Artigo Original

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