Associação entre desigualdade social, determinantes sociais e incidência de sífilis congênita nas macrorregiões brasileiras: um estudo ecológico, 2024

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Rafaela Del Grosso Reis
Natália Tomazoni Siniscarchio
Luan Nascimento Lázaro
Camilla Spindola Delatore
Ana Paula Mendes de Oliveira Kachar
Ricardo Toshio Enohi
Marcio Amaro Sena Curvelo

Resumo

Introdução: Apesar das estratégias de prevenção e controle, a sífilis congênita continua tendo grande impacto na saúde brasileira, influenciada por fatores socioeconômicos e desigualdades regionais. Objetivo: Identificar a associação entre o índice de Gini e a incidência de sífilis congênita nas macrorregiões brasileiras em 2024, reconhecendo os impactos da desigualdade social na incidência da sífilis; identificar a associação entre as variáveis sociodemográficas e a distribuição de casos entre as macrorregiões brasileiras; e definir o perfil epidemiológico das casos quanto a escolaridade materna, raça/cor, faixa etária do diagnóstico, sexo, evolução clínica e realização do pré-natal. Método: Estudo ecológico, descritivo, com uso de dados secundários coletados por meio das bases de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, referentes às cinco macrorregiões do Brasil no ano de 2024 e dados obtidos no Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos. Foram analisados a incidência de sífilis congênita e o índice de Gini por região estudada, variáveis sociodemográficas e assistenciais relacionadas aos casos de sífilis congênita. Resultados: As maiores incidências de sífilis congênita foram identificadas nas Regiões Sudeste, Norte e Nordeste. No que se refere às outras variáveis estudadas, houve maior frequência de casos em filhos de mães com ensino médio completo e ensino fundamental incompleto. Conclusão: Embora os resultados mostrem correlação positiva entre o índice de Gini e a incidência de sífilis congênita, esta associação não apresentou relevância estatística. Observou-se, contudo, maior prevalência da sífilis congênita em indivíduos nascidos de mães com menor escolaridade. Assim, é indispensável intensificar meios de prevenção e controle da sífilis congênita, especialmente por meio do fortalecimento de conhecimento da população, visando melhorar os indicadores de saúde materno-infantil.

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Como Citar
Rafaela Del Grosso Reis, Natália Tomazoni Siniscarchio, Luan Nascimento Lázaro, Camilla Spindola Delatore, Ana Paula Mendes de Oliveira Kachar, Ricardo Toshio Enohi, & Marcio Amaro Sena Curvelo. (2026). Associação entre desigualdade social, determinantes sociais e incidência de sífilis congênita nas macrorregiões brasileiras: um estudo ecológico, 2024. Revista De Pediatria SOPERJ, e20270423. https://doi.org/10.31365/issn.2595-1769.2027.0423
Seção
Artigo Original