Diagnóstico precoce de esclerose tuberosa em recém-nascido com opsoclônus: relato de caso

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Bruno Antunes Contrucci
Gustavo Rogério Pinato
Augusto Oliveira Silva
Bruno Barboza de-Oliveira
Jordana Bueno Resende
Debora de Cássia Tomaz Fernandes
Regina Célia Ajeje Pires de-Albuquerque

Resumo

Classificada como síndrome neurocutânea, a esclerose tuberosa é caracterizada pela formação de hamartomas, de forma multissistêmica, decorrente de alteração gênica de supressores tumorais. A presença de crises convulsivas devido a alterações variadas em sistema nervoso central, lesões dermatológicas hipocrômicas, rabdomiomas cardíacos e, raramente, alterações de motricidade ocular, são possíveis apresentações fenotípicas da esclerose tuberosa. O diagnóstico é realizado a partir da presença de critérios clínicos e/ou teste genético, ocorrendo, geralmente, na idade pré-escolar, sendo pouco relatada em neonatos a partir de sinais e sintomas clínicos. Os autores relata
ram o diagnóstico precoce em recém-nascido com apresentação clínica inicial de forma não habitual e pouco relatada na literatura, com opsoclônus associados a pequenas máculas hipocrômicas. Após exames complementares, evidenciaram-se nódulos cardíacos, túberes
corticais e subcorticais. Confirmado o diagnóstico durante o primeiro mês de vida, foi possível permitir o acompanhamento multidisciplinar e periódico do paciente, havendo impacto direto na qualidade de vida de todo o contexto familiar. O manejo de tal condição clínica é dependente de centro especializado para atender necessidades psicossociais dos pacientes, famílias e cuidados, além de realização de exames regulares para avaliar a progressão de lesões intrínsecas à esclerose tuberosa.

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Como Citar
Bruno Antunes Contrucci, Gustavo Rogério Pinato, Augusto Oliveira Silva, Bruno Barboza de-Oliveira, Jordana Bueno Resende, Debora de Cássia Tomaz Fernandes, & Regina Célia Ajeje Pires de-Albuquerque. (2022). Diagnóstico precoce de esclerose tuberosa em recém-nascido com opsoclônus: relato de caso. Revista De Pediatria SOPERJ, 22(3), 143–148. https://doi.org/10.31365/issn.2595-1769.v22i2p143-148
Seção
Relato de Caso

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