Neurofibromatose tipo 2: relato de caso na infância

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Danila de Souza Carraro
Priscila Paula Pires
Alessandra Kiesewetter
Clarissa Bueno
Sabrina Bortolin Nery
Nelson Kazunobo Horigoshi

Resumo

Introdução: a neurofibromatose tipo 2 é uma doença autossômica dominante, causada por mutação no gene NF2, localizado no cromossomo 22q12.2, que codifica a proteína
neurofibromina-2, também denominada merlin. Clinicamente, a doença caracteriza-se por múltiplos tumores do sistema nervoso central, predominando schwannomas, meningiomas e ependimomas. Raros casos são descritos com apresentação no primeiro ano de vida. Objetivo: descrever o caso de uma paciente na faixa etária pediátrica no qual a anamnese e o exame físico detalhado contribuíram para o diagnóstico precoce de neurofibromatose tipo 2. Descrição do caso: paciente de 7 anos, sexo feminino, internada com diagnóstico inicial de síndrome vestibular secundária e otite média aguda. Durante a internação e evolução clínica, notou-se o surgimento de nistagmo horizonto-vertical e anisocoria com midríase, levando a maior investigação do caso e ao diagnóstico precoce de neurofibroma tose tipo 2. Discussão: neurofibromatose tipo 2, doença caracterizada por múltiplos tumores do sistema nervoso central, também pode apresentar alterações oculares, incluindo catarata de início precoce, tumores da bainha do nervo óptico, hamartomas e membranas retinianas. Até o momento, ainda há restrições para estabelecer os critérios clínicos quanto à sensibilidade para diagnosticar todos os indivíduos de fato acometidos pela doença. Esta consideração é particularmente importante nas crianças, que podem ainda não ter evidentes todas as manifestações clínicas que permitiriam o diagnóstico, sendo necessário seguimento clínico e de imagem e, eventualmente, diagnóstico evolutivo. 

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Como Citar
Danila de Souza Carraro, Priscila Paula Pires, Alessandra Kiesewetter, Clarissa Bueno, Sabrina Bortolin Nery, & Nelson Kazunobo Horigoshi. (2017). Neurofibromatose tipo 2: relato de caso na infância. Revista De Pediatria SOPERJ, 18(1), 28–33. Recuperado de https://revistadepediatriasoperj.org.br/rps/article/view/248
Seção
Relato de Caso

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