Mortalidade infantil por doenças imunopreveníveis no Brasil: uma análise dos óbitos entre 2010 e 2023
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Resumo
Introdução: O Programa Nacional de Imunização consolidou-se como uma das mais relevantes intervenções em saúde pública, resultando em uma redução significativa no número de casos e óbitos por doenças imunopreveníveis ao longo das décadas. Entretanto, de modo paradoxal, novos desafios surgiram, diante da queda nas coberturas vacinais e do potencial reemergente de doenças controladas. Objetivos: Avaliar, a partir de dados agregados, os óbitos infantis por doenças infecciosas imunopreveníveis no Brasil entre 2010 e 2023. Métodos: Estudo transversal, descritivo e retrospectivo, com coleta de dados de óbitos infantis (0 a 4 anos) notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), disponibilizados através do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). As variáveis analisadas foram a patologia associada (CID-10) e a região de notificação. Resultados: Foram notificados 657 óbitos por doenças imunopreveníveis no período, com a coqueluche (CID-10: A37) sendo a principal causa, respondendo por 68% do total. Os maiores números de óbitos por coqueluche ocorreram em 2014, 2012 e 2013. Varicela (CID-10: B01) foi causa frequente de óbitos, com 580 registrados no período analisado, a maioria antes da introdução de sua vacina. Conclusão: A coqueluche foi a infecção imunoprevenível responsável pelo maior número de óbitos infantis no Brasil no período analisado. Os dados reforçam a importância fundamental da vacinação infantil e de estratégias de vigilância epidemiológica.
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