Truncus Arteriosus em recém-nascido: importância do conhecimento sobre a doença
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Resumo
Introdução: O truncus arteriosus ou tronco arterial comum ou persistente
se origina de uma falha na divisão do tronco arterioso em tronco
pulmonar e aorta. Nessa condição, o único tronco arterial impulsiona
sangue à circulação pulmonar e sistêmica. É uma cardiopatia congênita
cianogênica, com incidência de 3 a 10 a cada cem mil nascidos vivos. Há
quatro tipos de classificação do truncus arteriosus, conforme Van Praagh:
tipo A1, A2, A3 e A4. Objetivo: Relatar um caso de truncus arteriosus tipo
A1 Van Praagh ou Collet-Edwards I em uma recém-nascida, e reiterar
a importância de se conhecer a condição clínica, a fim de capacitar os
profissionais para o diagnóstico, cuidado, exames e prosseguimentos.
Descrição do caso: Descrevemos o caso de um recém-nascido feminino
de 37 semanas e 3 dias, sem intercorrências em nascimento, bom padrão
respiratório, batimentos cardíacos acima de 100bpm e saturação de
oxigênio de 97%. Apresentou sopro de 3+/6+, evoluindo para 5+/6+,
com frêmito. Ecocardiograma evidenciou truncus arteriosus tipo A de
Van Praagh ou I de Collett-Edwards. Paciente encaminhada para serviço
de referência cardiológica. Discussão: Tal condição entre as cardiopatias
congênitas é incomum nos serviços de assistência ao recém-nascido,
de forma que os profissionais encontram dificuldades em identificar
a patologia, realizar e discernir entre os exames diagnósticos, além de
proceder com os cuidados do recém-nascido e com as melhores formas
de tratamento, o que afeta significativamente o prognóstico, pois crianças
com essa anomalia tem alta taxa de mortalidade no primeiro ano de vida.
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