Associação entre desigualdade social, determinantes sociais e incidência de sífilis congênita nas macrorregiões brasileiras: um estudo ecológico, 2024
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Resumo
Introdução: Apesar das estratégias de prevenção e controle, a sífilis congênita continua tendo grande impacto na saúde brasileira, influenciada por fatores socioeconômicos e desigualdades regionais. Objetivo: Identificar a associação entre o índice de Gini e a incidência de sífilis congênita nas macrorregiões brasileiras em 2024, reconhecendo os impactos da desigualdade social na incidência da sífilis; identificar a associação entre as variáveis sociodemográficas e a distribuição de casos entre as macrorregiões brasileiras; e definir o perfil epidemiológico das casos quanto a escolaridade materna, raça/cor, faixa etária do diagnóstico, sexo, evolução clínica e realização do pré-natal. Método: Estudo ecológico, descritivo, com uso de dados secundários coletados por meio das bases de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, referentes às cinco macrorregiões do Brasil no ano de 2024 e dados obtidos no Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos. Foram analisados a incidência de sífilis congênita e o índice de Gini por região estudada, variáveis sociodemográficas e assistenciais relacionadas aos casos de sífilis congênita. Resultados: As maiores incidências de sífilis congênita foram identificadas nas Regiões Sudeste, Norte e Nordeste. No que se refere às outras variáveis estudadas, houve maior frequência de casos em filhos de mães com ensino médio completo e ensino fundamental incompleto. Conclusão: Embora os resultados mostrem correlação positiva entre o índice de Gini e a incidência de sífilis congênita, esta associação não apresentou relevância estatística. Observou-se, contudo, maior prevalência da sífilis congênita em indivíduos nascidos de mães com menor escolaridade. Assim, é indispensável intensificar meios de prevenção e controle da sífilis congênita, especialmente por meio do fortalecimento de conhecimento da população, visando melhorar os indicadores de saúde materno-infantil.
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