Colonização nasal e infecção por Staphylococcus aureus e Staphylococcus aureus resistente à meticilina em crianças com varicela

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Maria Isabel Brandão Pires e Albuquerque
Fábio Aguiar Alves
Luis Guillermo Coca Velarde
Marcos Gabriel Pinheiro
Edilene Macedo Lima
Ana Tereza Antunes Monteiro de Souza
Bianca Dray Marassi
Claudete Aparecida Araújo Cardoso

Resumo

Objetivo: Estudar prevalência de colonização nasal e infecção por Staphylococcus aureus (S.aureus) e S. aureus resistente à meticilina associado à comunidade (CA-MRSA) em crianças com varicela atendidas em nível hospitalar, avaliando a presença de infecção secundária e o
desfecho clínico.
Métodos: Trata-se de um estudo de corte transversal, em que se aplicaram questionários acerca dos fatores de risco para colonização e infecção por S. aureus, bem como se coletou suabe nasal. A resistência à meticilina foi confirmada pela detecção do gene mecA pela técnica de reação em cadeia da polimerase (PCR). Adicionalmente, a gravidade dos casos foi estimada
por meio do Pediatric Risk of Mortality score (PRISM), e avaliou-se o desfecho clínico dos pacientes internados. As variáveis categóricas foram comparadas por meio do teste do qui-quadrado ou do exato de Fisher. Considerou-se p-valor < 0,05 estatisticamente significativo.
Resultados: Foram incluídos 55 pacientes. A prevalência da colonização nasal por S. aureus foi de 34,5%; enquanto a de CA-MRSA foi de 7,3%. A análise bivariada demonstrou significância estatística entre a colonização por S. aureus e as seguintes variáveis: sexo masculino, complicações
infecciosas, infecção de pele, uso de beta-lactâmicos, internação e familiar da área da saúde (p < 0,05). O PRISM mediano dos pacientes colonizados por MRSA foi de 4,3% e dos não colonizados foi de 0,7%. Avaliou-se o desfecho clínico de 26 pacientes internados, sendo o PRISM mediano dos colonizados por MRSA de 23,6% e dos não colonizados de 0,8%.
Conclusões: Há evidências de que o aumento nas taxas de colonização por CA-MRSA contribua para o aumento na gravidade dos casos de infecção secundária em pacientes pediátricos com varicela, sugerindo que o esquema antimicrobiano empírico inicial nos casos mais graves inclua agentes com atividade contra CA-MRSA.

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Como Citar
Maria Isabel Brandão Pires e Albuquerque, Fábio Aguiar Alves, Luis Guillermo Coca Velarde, Marcos Gabriel Pinheiro, Edilene Macedo Lima, Ana Tereza Antunes Monteiro de Souza, … Claudete Aparecida Araújo Cardoso. (2026). Colonização nasal e infecção por Staphylococcus aureus e Staphylococcus aureus resistente à meticilina em crianças com varicela. Revista De Pediatria SOPERJ, 15(1), 13–22. Recuperado de https://revistadepediatriasoperj.org.br/rps/article/view/357
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