Leucodistrofia metacromática: relato de caso de criança com forma infantil tardia
Conteúdo do artigo principal
Resumo
Leucodistrofia metacromática (LDM) é uma doença neurológica desmielinizante causada por um erro inato do metabolismo, resultando em deficiência da enzima arilsulfatase A. Os primeiros sinais da doença se iniciam com perda dos marcos do desenvolvimento e regressão motora. Objetivo: relatar o caso de uma criança com LDM, destacando as crises convulsivas e déficit visual no início da doença. Métodos: estudo observacional, transversal e retrospectivo. A pesquisa foi realizada em um hospital estadual de Santa Catarina. As informações da paciente foram obtidas através de revisão do prontuário eletrônico, consultas ambulatoriais, visita domiciliar e exame físico. Resultados: a criança se desenvolvia normalmente até o início dos sintomas. A partir do segundo ano de vida, surgiram episódios agudos de febre associados a convulsões generalizadas frequentes. Durante a internação, teve regressão do desenvolvimento neuropsicomotor e, posteriormente, déficit visual. Com o passar dos anos apresentou postura em opistótono, incapacidade de comunicação e total dependência dos pais. A criança era internada com frequência devido a pneumonia e estava em cuidados paliativos. O óbito ocorreu aos 7 anos de idade. Conclusões: o quadro clínico da menina é semelhante à literatura. As crises convulsivas generalizadas e o déficit visual súbito foram singulares em comparação aos outros relatos.
Downloads
Detalhes do artigo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Referências
1. Álvarez-Pabón Y, Lozano-Jiménez JF, Di Lizio-Miele KG, Contreras-García GA. Leucodistrofia metacromática infantil tardía: Presentación de un caso. Arch Argent Pediatr 2019;117:52-55. http://dx.doi.org/10.5546/aap.2019.e52
2. Ortega-cruz L, Olguín-Escobar E, Martínez-Olguín M. Tratamiento fisioterapéutico en paciente pediátrico con leucodistrofia metacromática. Reporte de caso. Rev. de Fisioterapia 2017;1:35-40.
3. Espejo LM, de la Espriella R, Hernández JF. Metachromatic leukodystrophy. Case presentation. Rev. Colombiana de Psiquiatria 2017;1:44-49. https://doi.org/10.1016/j.rcp.2016.05.001
4. Kumar V, Abbas AK, Aster JC. Robbins & Cotran Patologia: bases patológicas das doenças. 9a ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2016, 1440p.
5. Beerepoot S, Nierkens S, Boelens JJ, Lindemans C, Bugiani M, Wolf NI. Peripheral neuropathy in metachromatic leukodystrophy: current status and future perspective. Orphanet Journal of Rare Diseases. 2019; 14(1): 1-13. doi:10.1186/s13023-019-1220-4.
6. Behrman RE, Jenson HB, Kliegman R. Nelson. Tratado de Pediatria. 20a ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2017, 3896p.
7. Nascimento OJM, Freitas MRG, Alencar AA, Couto BHN. Leucodistrofia metacromática: registro de um caso. Arq Neuropsiquiatr 1980;38:288-92. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X1980000300009
8. Artigalás O. Leucodistrofa metacromática: caracterização epidemiológica, bioquímica e clínica de pacientes brasileiros (Dissertação). Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2009, 141p.
9. Rosenberg JB, Kaminsky SM, Aubourg P, Crystal RG, Sondhi D. Gene therapy for metachromatic leukodystrophy. J Neurosci 2016;94:1169-79. https://doi.org/10.1002/jnr.23792
10. Gomez-Ospina, N. Arylsulfatase A Deficiency. Genereviews 2017;1:1-24.
11. Hidalgo R, Villarroel M. Leucodistrofia Metacromatica Infantil Tardia. Rev Chil Pediatr 1985;56:176-80.
12. Wang Y, Chen X, Liu C, Wu S, Xie Q, Hu, Q, Liu Y. Metachromatic leukodystrophy: Characterization of two arylsulfatase A mutations. Experimental and Therapeutic Medicine. 2019; 18: 1738-1744. doi:10.3892/etm.2019.7760.
13. Gieselmann V, Krägeloh-Mann I. Metachromatic Leukodystrophy - An Update. Neuropediatrics 2010;41:1-6. https://doi.org/10.1055/s-0030-1253412
14. Bonkowsky JL, Wilkes J, Bardsley T, Urbik, VM, Stoddard G. Association of Diagnosis of Leukodystrophy With Race and Ethnicity Among Pediatric and Adolescent Patients. JAMA Netw Open 2018;1:1-7. http://doi.org/10.1001/jamanetworkopen.2018.5031
15. Van Rappard DF, de Vries ALC, Oostrom KJ, Boelens JJ, Hollak CEM, van der Knaap MS et al. Slowly Progressive Psychiatric Symptoms: Think Metachromatic Leukodystrophy. Jaacap 2018;57:74-76. https://doi.org/10.1016/j.jaac.2017.11.017
16. Burns DAR, Júnior DC, Silva LR, Borges WG. Tratado de pediatria: Sociedade Brasileira de Pediatria. 4a ed. Barueri: Manole, 2017, 2472 p.
17. Vilanova LCP, Santos LMG. Doença de Krabbe (leucodistrofia célula globóide): relato de um caso. J pediatr 1998;74:153-56.
18. Ribeiro EQ, Ribeiro MFM. Leucodistrofia Metacromática: Relato de Caso de Dois Irmãos Consanguíneos. Rev. Neurociencias 2013;4:580-86. https://doi.org/10.4181/RNC.2013.21.880.7p
19. Werneck LM, Pereira JLP, Bruck I. Leucodistrofa metacromática: relato de dois casos com histoquímica de nervos e músculos. Arq Neuropsiquiatr 1980;38:237-48. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X1980000300003
20. Kolnikova M, Jungova P, Skopkova M, Foltan T, Gasperikova D, Mattosova S et al. Late Infantile Metachromatic Leukodystrophy Due to Novel Pathogenic Variants in the PSAP Gene. J Mol Neurosci 2019;11:559-63. https://doi.org/10.1007/s12031-019-1259-7
21. Wittig EO, Marçallo FA, Pilotto RF, Mello LR. Leucodistrofa metacromática infantil em gêmeos. Arq Neuropsiquiatr 1985;43:331-4. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-282X1985000300016
22. Mahmood A, Berry J, Wenger DA, Escolar M, Sobeih M, Raymond G, et al. Metachromatic Leukodystrophy: a Case of Triplets with the Late Infantile Variant and a Systematic Review of the Literature. J Child Neurol 2010;25:572-80. https://dx.doi.org/10.1177%2F0883073809341669
23. Leite RFG, Lima GJS, Abras GM, Pires LJS, Castro EG, Bomfim GM. Papilomatose da vesícula biliar associada à leucodistrofia metacromática, uma causa rara de hemobilia não traumática. Ged Gastroenterol. Endosc 2013;32:120-22.