Estudo de inflamação sistêmica de acordo com espessuras de gordura de parede abdominal e intra-abdominal em crianças pré-púberes com e sem excesso de peso

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Camille Victoria Picorelli Rodrigues
Ariel Cardoso Rezende
Rafael de Oliveira Ramos
Helena Kroger Cereja da Silva
Letícia Gonçalves de Queiroz
Fernanda Mussi Gazolla Jannuzzi
Cecilia Lacroix de Oliveira
Elisabeth de Amorim Machado
Michele Honicky
Alexandra Maria Monteiro Grisolia
Carlos Eduardo Raymundo
Paulo Ferrez Collett-Solberg
Isabel Rey Madeira

Resumo

Introdução: A obesidade infantil é uma condição multifatorial associada a fatores ambientais, comportamentais e genéticos, com crescente prevalência no Brasil. Crianças com excesso de peso apresentam maior risco cardiometabólico, incluindo hipertensão, dislipidemia e doenças cardiovasculares. A obesidade está relacionada a uma inflamação crônica, com elevação de marcadores inflamatórios envolvidos na fisiopatologia dessas comorbidades. A gordura abdominal tem papel central, sendo um indicador de risco cardiometabólico em pediatria. Objetivo: Comparar grupos de crianças com e sem aumento da espessura da parede abdominal e espessura de gordura intra-abdominal em relação ao ZIMC e adipocinas inflamatórias. Metodologia: Estudo transversal com crianças pré-púberes, com e sem excesso de peso, divididas em quatro grupos, segundo a espessura da gordura da parede abdominal e a intra-abdominal medidas por ultrassonografia: ambas maiores que P75; ambas menores que P75; somente a primeira maior que P75; e somente a segunda maior que o P75. Os grupos foram comparados em relação ao escore Z de IMC, IL-6, TNF-a e PCR. Resultados: Não houve diferenças entre os grupos quanto à idade e ao sexo. Observou-se diferença significativa em relação aos níveis de IL-6, TNF-a e PCR, com valores aumentados nos grupos com aumento isolado ou concomitante da gordura intra-abdominal e/ou da gordura da parede abdominal, em comparação aos grupos com medidas normais. Conclusões: O estudo demonstrou que a maior espessura da parede abdominal e da gordura intra-abdominal se associa ao aumento de marcadores inflamatórios e ao ZIMC, indicando maior risco cardiometabólico em crianças com excesso de peso.

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Como Citar
Camille Victoria Picorelli Rodrigues, Ariel Cardoso Rezende, Rafael de Oliveira Ramos, Helena Kroger Cereja da Silva, Letícia Gonçalves de Queiroz, Fernanda Mussi Gazolla Jannuzzi, … Isabel Rey Madeira. (2026). Estudo de inflamação sistêmica de acordo com espessuras de gordura de parede abdominal e intra-abdominal em crianças pré-púberes com e sem excesso de peso. Revista De Pediatria SOPERJ, e20270412. Recuperado de https://revistadepediatriasoperj.org.br/rps/article/view/109
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