Estudo de inflamação sistêmica de acordo com espessuras de gordura de parede abdominal e intra-abdominal em crianças pré-púberes com e sem excesso de peso
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Resumo
Introdução: A obesidade infantil é uma condição multifatorial associada a fatores ambientais, comportamentais e genéticos, com crescente prevalência no Brasil. Crianças com excesso de peso apresentam maior risco cardiometabólico, incluindo hipertensão, dislipidemia e doenças cardiovasculares. A obesidade está relacionada a uma inflamação crônica, com elevação de marcadores inflamatórios envolvidos na fisiopatologia dessas comorbidades. A gordura abdominal tem papel central, sendo um indicador de risco cardiometabólico em pediatria. Objetivo: Comparar grupos de crianças com e sem aumento da espessura da parede abdominal e espessura de gordura intra-abdominal em relação ao ZIMC e adipocinas inflamatórias. Metodologia: Estudo transversal com crianças pré-púberes, com e sem excesso de peso, divididas em quatro grupos, segundo a espessura da gordura da parede abdominal e a intra-abdominal medidas por ultrassonografia: ambas maiores que P75; ambas menores que P75; somente a primeira maior que P75; e somente a segunda maior que o P75. Os grupos foram comparados em relação ao escore Z de IMC, IL-6, TNF-a e PCR. Resultados: Não houve diferenças entre os grupos quanto à idade e ao sexo. Observou-se diferença significativa em relação aos níveis de IL-6, TNF-a e PCR, com valores aumentados nos grupos com aumento isolado ou concomitante da gordura intra-abdominal e/ou da gordura da parede abdominal, em comparação aos grupos com medidas normais. Conclusões: O estudo demonstrou que a maior espessura da parede abdominal e da gordura intra-abdominal se associa ao aumento de marcadores inflamatórios e ao ZIMC, indicando maior risco cardiometabólico em crianças com excesso de peso.