Revista de Pediatria SOPERJ

ISSN 1676-1014

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Volume: 4.2 - Agosto 2003 - 5  Artigos

Editorial

1 - Editorial

Marilene Crispino Santos

Revista de Pediatria SOPERJ - V.4, Nº2, p3, Agosto 2003

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Revisões em Pediatria

2 - Asma tem cura?

Is asthma curable?

Fábio Kuschnir

Revista de Pediatria SOPERJ - V.4, Nº2, p4-8, Agosto 2003

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INTRODUÇÃO: Apesar dos consideráveis avanços científicos obtidos sobre a asma nas últimas duas décadas, aspectos relacionados à sua patogenia, diagnóstico e tratamento continuam objeto de debate. Entre as questões mais polêmicas e persistentes, figura a possibilidade de cura da doença.
OBJETIVO: revisão da literatura sobre o desenvolvimento da asma e das possíveis intervenções diagnósticas e terapêuticas na primeira snfância dirigidas à cura da doença
METODOLOGIA: revisão da literatura nacional e internacional através de estudos em base de dados Medline e Lilacs, abrangendo o período de 1980-2004.
CONCLUSÃO: A asma deve ser compreendida como o resultado de uma complexa interação genético-ambiental com expressão clínica multifacetada, sendo freqüentemente subdiagnosticada na primeira infância. O seu reconhecimento neste período da vida é fundamental para uma intervenção terapêutica precoce objetivando o controle da doença e uma possível prevenção das lesões irreversíveis decorrentes de seu processo inflamatório. Apesar de várias destas questões serem hoje melhor compreendidas, até o momento não parece existir a possibilidade de cura total da doença.


Palavras-chave: asma, criança, adolescente

3 - Poluição atmosférica e asma

Atmospheric pollution and asthma

José Luiz Magalhães Rios; José Laerte Boechat; Clemax Couto Sant'Anna; Alfeu Tavares França

Revista de Pediatria SOPERJ - V.4, Nº2, p9-14, Agosto 2003

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OBJETIVO: oferecer aos pediatras noções atualizadas referente à poluição atmosférica e asma..
MÉTODO: revisão não sistemática da literatura médica a partir de levantamento de artigos indexados no MEDLINE, através da busca pelo PUBMED.
RESULTADOS: a prevalência de asma tem aumentado nas últimas décadas devido ao efeito de fatores ambientais, dentre eles a poluição atmosférica.
Os poluentes atmosféricos têm sido associados a efeitos nocivos à saúde de indivíduos com asma e existem evidências de que a exposição a certos poluentes pode aumentar a resposta aos alérgenos. Entretanto, a contribuição da poluição atmosférica para o aumento da prevalência de asma ainda é motivo de controvérsias.
Alguns poluentes atmosféricos podem conjugar-se aos alérgenos inaláveis e aumentar sua capacidade antigênica, lesar o epitélio respiratório, facilitando a penetração e o contato de alérgenos inalados com células do sistema imune. A exposição de indivíduos asmáticos ao dióxido de enxofre (SO2), dióxido de nitrogênio (NO2) e ozônio (O3) pode resultar no aumento da reatividade brônquica a alérgenos inalados. Esses gases poluentes, assim como as partículas de descarga de diesel (DEP), atuando sobre as células epiteliais brônquicas, desencadeiam a síntese e liberação de citocinas e outros fatores quimitáticos que promoverão inflamação da mucosa respiratória.
As DEP parecem atuar sobre o sistema imune induzindo a produção de IgE. Exposição às DEP na presença de um determinado alérgeno provoca o aumento de IgE alérgeno-específica.
CONCLUSÃO: estudos epidemiológicos têm demonstrado associação entre a poluição atmosférica e a maior prevalência de asma.


Palavras-chave: Asma, poluição atmosférica, crianca, adolescente

4 - Enxaqueca na criança e no adolescente

Migraine in children and adolescents

Alexandra P. de Q. C. Araújo

Revista de Pediatria SOPERJ - V.4, Nº2, p15-17, Agosto 2003

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OBJETIVO: esta revisão tem como objetivo oferecer aos pediatras noções atualizadas referente à enxaqueca.
MÉTODO: baseou-se este artigo em uma revisão não sistemática da literatura médica a partir de levantamento de artigos indexados no MEDLINE, através da busca pelo PUBMED. Foram incluídos os artigos com enfoque na avaliação e conduta, tanto históricos quanto mais recentes.
RESULTADOS: A enxaqueca é uma das principais causas de cefaléia recorrente na criança e no adolescente. Tem importantes repercussões na qualidade de vida deste indivíduo. Pode ser diagnosticada e tratada pelo pediatra geral, na maioria dos casos com medicamentos simples.


Palavras-chave: enxaqueca, criança, adolescente, diagnóstico, tratamento

5 - Integralidade na assistência à criança: a estratégia de atenção integrada às doenças prevalentes da infância no programa de saúde da família

Integrated management of children: integrated management of childhood illness (IMCI) strategy in the family health program

Rosana Alves

Revista de Pediatria SOPERJ - V.4, Nº2, p18-24, Agosto 2003

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INTRODUÇÃO - o Ministério da Saúde (MS) do Brasil identifica duas ações concretas para reduzir a morbimortalidade e os custos das doenças infantis: o Programa de Saúde da Família (PSF) e a estratégia de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI). Poucas investigações para avaliar essas ações foram realizadas.
OBJETIVO - apresentar dados epidemiológicos de crianças menores de 5 anos no Brasil, descrevendo o atendimento prestado a crianças menores de cinco anos de idade em unidades do PSF de acordo com a estratégia AIDPI.
METODOLOGIA - revisão não sistemática da literatura de fontes dedados como MEDLINE e LILACS e de documentos do M S.
RESULTADOS - a morbimortalidade por doenças infecciosas, especialmente diarréia e pneumonia ainda é expressiva no Brasil e em paises em desenvolvimento. As unidades de saúde necessitam ser estruturadas principalmente no que diz respeito a classificação dos pacientes, indicação e comparecimento ao retorno.
CONCLUSÕES - recomenda-se reforço na capacitação dos profissionais de saúde na estratégia AIDPI e supervisão mais freqüente.


Palavras-chave: AIDPI, Criança, Saúde da família