Abscessos Esplênicos Múltiplos por Tuberculose em Adolescente com Hepatite Autoimune: Relato de Caso

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Lombardi P.I.M.L.
Oliveira V.F.
Firme L.H.C.
Navi, N.P.
Cestari, A.B.C.S.
Souza L.C.M.R.
Arbex, M.B.B.
Melo, M.F
Conceição J.S.

Resumen

Introdução:
Os abscessos esplênicos múltiplos são raros na população, sendo mais relevante em pacientes
imunossuprimidos. Caso apresentem febre de localização indefinida, esse diagnóstico
deve ser aventado.
Objetivo:
Descrever o caso de uma adolescente imunossuprimida, com febre vespertina há 15 dias.
Material e Método:
Adolescente, 13 anos, sexo feminino, com hepatite autoimune tipo 1, diagnosticada há 2 anos,
com PPD = 13 mm e radiografia de tórax normal na época. Não realizou profilaxia primária.
À internação, encontrava-se febril e apresentava 4 abscessos esplênicos associados à esplenomegalia.
Realizada a drenagem percutânea, houve saída de 12 ml de líquido citrino com
BAAR negativo, cultura para bactérias e fungos negativas. Hemoculturas negativas. Iniciou-se
tratamento com piperacilina e tazobactam. Houve desaparecimento da febre. Na 3a semana
de antibioticoterapia, a ultrasonografia de controle mostrou aumento de todos os abscessos,
sendo associado esquema para tuberculose. A antibioticoterapia foi suspensa no 28o dia de
uso, e manteve-se o RIPE. No 34° dia de esquema do RIPE, o controle de imagem mostrava
resolução de abcesso e redução significativa dos outros.
Resultados:
O tratamento preconizado para os abscessos esplênicos múltiplos é a esplenectomia, sendo
o tratamento clínico reservado a pacientes com tuberculose ou fungos. Entretanto, nessa
paciente, a esplenectomia implicaria mau prognóstico devido à imunossupressão e à hipertensão portal. Há relatos na literatura de abscessos esplênicos múltiplos assépticos que são caracterizados por melhora clínica com antibióticos; porém, persiste-se do aumento das imagens. Essa patologia não tem sua fisiopatologia definida, mas melhoram com imunossupressão.
Conclusão
Embora o BAAR e a cultura tenham sido negativo no líquido do abscesso, os dados sugerem
tuberculose, pois houve melhora na dimensão dos abscessos com 16 dias de RIPE, ausência
de quimioprofilaxia e diminuição do VHS de 120 mm/h para 21 mm/h.

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Cómo citar
Lombardi P.I.M.L., Oliveira V.F., Firme L.H.C., Navi, N.P., Cestari, A.B.C.S., Souza L.C.M.R., … Conceição J.S. (2026). Abscessos Esplênicos Múltiplos por Tuberculose em Adolescente com Hepatite Autoimune: Relato de Caso. Revista De Pediatria SOPERJ, 15(Sup 2). Recuperado a partir de https://revistadepediatriasoperj.org.br/rps/article/view/414
Sección
Resumo

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