Repercussões de práticas da unidade básica de saúde na completude vacinal de crianças de 0 a 5 anos: revisão integrativa
Conteúdo do artigo principal
Resumo
Introdução: A vacinação é um dos pilares da prevenção da morbimortalidade infantil. No Brasil, há vários fatores que corroboram a incompletude vacinal, como as diferentes condições socioeconômicas da população e sua dificuldade de acesso aos centros de saúde. Objetivos: A presente revisão integrativa tem por objetivo discorrer sobre os impactos na completude vacinal em crianças de 0 a 5 anos, por meio de práticas da atenção básica à saúde. Métodos: As buscas nas bases BVS, LILACS, SciELO, Cochrane, ScienceDirect e Periódicos CAPES (dezembro/2020) recuperaram 10 produções predominantemente quantitativas e publicadas em periódicos nacionais. Resultados: Evidenciou-se que os serviços que precisam ser otimizados na Unidade Básica de Saúde, no contexto da Equipe de Saúde da Família, pertencem a três eixos principais, apontados como causas da incompletude pelos estudos selecionados. Em síntese, sugere-se que as equipes foquem na busca ativa e na redução das perdas de oportunidade, o que se relaciona, em última análise, à capacitação dos profissionais. Tal formação continuada tem impacto sobre o segundo eixo causal, que envolve a desinformação da equipe e orientação das famílias acerca da temática. Conclusão: O estabelecimento do vínculo da família com o serviço mostrou-se indispensável na prática da ESF, com o propósito de minimizar as lacunas na vacinação infantil ofertada na rede pública.
Downloads
Detalhes do artigo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Referências
1. Organização das Nações Unidas (ONU). Relatório da Seção Especial da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a Criança: As metas das nações unidas para o milênio. Nova Iorque: Nações Unidas, 2002.
2. Organização das Nações Unidas (ONU). Transformando nosso mundo: A Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável. Rio de Janeiro: UNIC Rio, 2016.
3. Branquinho ID, Lanza FM. Saúde da criança na atenção primária: evolução das políticas brasileiras e a atuação do Enfermeiro. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro. 2018. 2753 (8): 1-11.
4. Vasconcelos KCE, Rocha SA, Ayres JA. Avaliação normativa das salas de vacinas na rede pública de saúde do Município de Marília, Estado de São Paulo, Brasil, 2008-2009. Epidemiologia e Serviços de Saúde. 2012. 1 (21): 167-176.
5. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Programa Nacional de Imunizações: 30 anos. Brasília, 2003.
6. Ricco RG. Del Ciampo LA. Almeida ACN. Puericultura: Princípios e práticas: atenção integral à saúde da criança. São Paulo: Atheneu, 2000.
7. World Health Organization (WHO), United Nations International Children's Emergency Fund (UNICEF), World Bank. State of the world's vaccines and immunizations. 3ª ed. Geneva: WHO; 2009.
8. United Nations International Children's Emergency Fund (UNICEF). Situação Mundial da Infância 2013: crianças com deficiência. Nova Iorque: United Nations Plaza; 2013.
9. Glatman-Freedman A. Nichols KA. The effect of social determinants on immunization programs. Human Vaccines & Immunotherapeutics. 2012. 8 (3): 293-301.
10. Molina AC. Godoy I. Carvalho LR. Júnior, ALC. Situação vacinal infantil e características individuais e familiares do interior de São Paulo. Acta Scientiarum. 2007. 29 (2): 99-106.
11. Lima CRV. Bispo BKS. Araujo EAN. Monteiro LM. Low ST. Dificuldades relatadas pelos pais/responsáveis para o cumprimento da imunização básica das crianças de uma creche. Revista Enfermagem UFPE on line. 2012. 6 (10): 2404-2410.
12. Hambidge SJ, Phibbs SL, Chandramouli V, Fairclough D, Steiner JF. A stepped intervention increases well-child care and immunization rates in a disadvantaged population. Pediatrics. 2009. 124 (2): 455-464.
13. Figueiredo GLA. Pina JC. Tonete VLP. Lima RAG. Mello DF. Experiências de famílias na imunização de crianças brasileiras menores de dois anos. Revista Latino-Americana de Enfermagem. 2011. 19 (3): 598-605.
14. Silva AAM. Gomes UA. Tonial SR. Silva RA. Cobertura vacinal e fatores de risco à não vacinação em localidade urbana do Nordeste brasileiro, 1994. Revista Sáude Pública. 1999. 33 (2): 147-156.
15. Tertuliano GC. Stein AT. Atraso vacinal e seus determinantes: um estudo em localidade atendida pela Estratégia Saúde da Família. Ciência & Saúde Coletiva. 2011. 16 (2): 523-530.
16. Mendes KDS. Silveira RCC. Galvão CM. Revisão integrativa: método de pesquisa para a incorporação de evidências na saúde e na enfermagem. Texto Contexto Enfermagem. 2008. 4 (17): 758-764.
17. Santos CMC. Pimenta CAM. Nobre MRC. A estratégia PICO para a construção da pergunta de pesquisa e busca de evidência. Revista Latino-Americana de Enfermagem. 2007. 15 (3): 508-511.
18. Moher D. Liberati A. Tetzlaff J. Altman DG. The PRISMA Group. Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses: The PRISMA Statement. PLoS Med. 2009. 6 (7): e1000097.
19. Luhm KR. Cardoso MRA. Waldman EA. Vaccination coverage among children under two years of age based on electronic immunization registry in Southern Brazil. Rev. Saúde Pública. 2011. 4 (45): 90-98.
20. BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Normas e Procedimentos para Vacinação. Brasília: Ministério da Saúde, 2014.
21. Rodrigues MAF. Vigilância das coberturas vacinais em crianças menores de um ano em município baiano: relato de experiência. Rev. Baiana de Saúde Pública. 40 Suppl. 2: 156-165.
22. Barros MGM. Santos MCS. Bertolini RPT. Netto VBP. Andrade MS. Perda de oportunidade de vacinação: aspectos relacionados à atuação da atenção primária em Recife, Pernambuco, 2012. Epidemiol. Serv. Saúde. 2015. 4 (24): 701-710.
23. Fernandes ACN. Gomes KRO. Araújo TME. Moreira-Araújo ESR. Análise da situação vacinal de crianças pré-escolares em Teresina (PI). Revista Brasileira de Epidemiologia. 2015. 18 (4): 870-882.
24. Macedo LM. Gomes MM. Madureira MLL. Lemos NB. Lucinda LMF. Araújo ATH. Atraso vacinal no município de Barbacena (MG): contextualizando o problema. 2017. 1 (9): 7-14.
25. Lopes EG. Martins CBG. Lima FCA. Gaíva MAM. Situação vacinal de recém-nascidos de risco e dificuldades vivenciadas pelas mães. Rev. bras. Enferm. 2013. 3 (66): 338-344.
26. Maciel JAP. Silva AC. Campo JS. Correia LL. Rocha HAL. Rocha SGMO, et al. Análise do estado de cobertura vacinal de crianças menores de três anos no município de Fortaleza em 2017. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. 2019. 14 (41): 1-12.
27. Silva FS. Barbosa YC. Batalha MA. Ribeiro MRC. Simões VMF. Branco MRFC, et al. Incompletude vacinal infantil de vacinas novas e antigas e fatores associados: coorte de nascimento BRISA, São Luís, Maranhão, Nordeste do Brasil. Cad. Saúde Pública. 2018. 3 (34): e00041717.
28. Carneiro SG. Ribeiro TT. Strapasson JF. Cardoso MDT. Avaliação da cobertura vacinal em crianças de 2 meses a 5 anos na Estratégia de Saúde da Família. Revista de APS. 2015. 18 (3): 273-280.
29. Neves RG. Bohm AW. Costa CS. Flores TR. Soares ALG. Wehrmeister FC. Cobertura da vacina meningocócica C nos estados e regiões do Brasil em 2012. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. 2016. 11 (38): 1-10.
30. Yokokura AVCP. Silva AAM. Bernardes ACF. Filho FL. Alves MTSSB. Cabra NAL, et al. Cobertura vacinal e fatores associados ao esquema vacinal básico incompleto aos 12 meses de idade, São Luís, Maranhão, Brasil, 2006. Cadernos de Saúde Pública. 2013. 29 (3): 522-534.
31. Assis WD. Collet N. Reichert APS. Sá LD. Processo de trabalho da enfermeira que atua em puericultura nas unidades de saúde da família. Revista Brasileira de Enfermagem. 2011. 64 (1): 38-446.
32. Rahman M, Islam MA, Mahalanabis D. Mothers' knowledge about vaccine preventable diseases and immunization coverage in a population with high rate of illiteracy. J Trop Pediatr. 1995. 41 (6): 376-8.
33. Barbieri CLA. Cuidado infantil e (não) vacinação no contexto de famílias de camadas médias em São Paulo/SP. São Paulo: USP; 2014.
34. Figueiredo LT. Estratégia de saúde da família e vacinação completa em crianças até 1 ano em uma comunidade do Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Niterói: UFF; 2018.
35. Guimarães TMR. Alves JGB. Tavares MMF. Impacto das ações de imunização pelo Programa Saúde da Família na mortalidade infantil por doenças evitáveis em Olinda, Pernambuco, Brasil. Cadernos de Saúde Pública. 2009. 25 (4): 868-876.
36. Roncalli AG. Lima KC. Impacto do Programa Saúde da Família sobre indicadores de saúde da criança em municípios de grande porte da região Nordeste do Brasil. Revista Ciência & Saúde Coletiva. 2006. 3 (11): 713-24.
37. Miranda AS. Scheibel IM. Tavares MRG. Takeda SMP. Avaliação da cobertura vacinal do esquema básico para o primeiro ano de vida. Revista Saúde Pública. 1995. 29 (3): 208-214.
38. Foster SO. Immunization opportunities taken and missed. Reviews of Infectious Diseases. 1989. 11 Suppl. 3: 629-630.
39. Kofoed PE, Nielsen B, Rahman AK. Immunisation in a curative setting. BMJ. 1990. 301 (6752): 593-594.
40. Bujes MK. Motivos do atraso vacinal em crianças e estratégias utilizadas para amenizar o problema. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2012.
41. Lemes PF. Propostas de ações a serem realizadas pela equipe de enfermagem para o cumprimento do calendário vacinal pediátrico. Uberaba: Universidade Federal do Triângulo Mineiro; 2015.