Revista de Pediatria SOPERJ

ISSN 1676-1014 | e-ISSN 2595-1769

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Número atual: 13 (supl 1)(2) - Dezembro 2012

Anais do X Congresso de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro

"Obesidade em crianças e adolescentes: núcleo familiar, hábitos alimentares e de vida"

 

Orofino, DHG; Roiseman, MML; Scholl, FM; Nagao, JY; Salomão, BC; Radesca, R

Escola de Medicina Souza Marques e Ambulatório São João Batista.

 

 

RESUMO

INTRODUÇÃO: A epidemia de obesidade entre crianças e adolescentes é realidade mundial. A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou gráficos de índice de massa corporal (IMC) para as idades de 2 a 19 anos utilizando o escore z, classificando como com sobrepeso e obesidade aqueles com um ou mais desvios padrões da média. Estudos mostram associação entre vida sedentária, hábitos alimentares e excesso de peso.
OBJETIVOS: Descrever características de núcleo familiar, hábitos alimentares e de vida de pacientes com sobrepeso ou obesidade atendidos em ambulatório pediátrico comunitário.
MÉTODOS: Estudo seccional descritivo utilizando questionário estruturado sobre hábitos alimentares, atividades físicas (esportes, lazer, caminhadas para locomoção) e núcleo familiar, que incluiu pacientes entre dois e 15 anos, classificados com sobrepeso ou obesidade pelos critérios da OMS, entre aqueles que procuraram atendimento médico em ambulatório de comunidade na zona oeste do Rio de Janeiro nos meses de abril,maio e junho/2011.
RESULTADOS: Dos 945 pacientes atendidos nesse período, foram incluídos 20(2,1%) com média de idade de 6,5 anos; 45% eram meninas; 80% referiam atividades sedentárias por mais de duas horas diárias e 65% menos de uma hora diária de atividades físicas; 35% não receberam amamentação exclusiva ao seio; 84,2% faziam uso regular de comidas industrializadas; 94,7% ingeriam regularmente balas e doces. Suco artificial ou refrigerante eram utilizados nas refeições por 40% e nos lanches por 60% e 22% acrescentavam sal à comida pronta; trabalhavam fora 84% das mães apesar de serem elas que preparavam mais de 85% das refeições.
CONCLUSÕES: Esse estudo permite identificar necessidade de promover ações que envolvam as famílias para optarem por hábitos alimentares saudáveis, além de mostrar urgência na disponibilização pelo poder público de atividades esportivas e de lazer para as crianças e adolescentes dessa comunidade. Apesar de trabalharem também fora de casa, são as mães que deixam a comida pronta para seus filhos, devendo ser o foco de atividades nesse sentido.

 

Responsável
Natalia Monte Faissol