Anafilaxia na sala de emergência

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Roberto Tschoepke Aires

Resumo

 Introdução: a anafilaxia é considerada uma reação sistêmica grave que pode ser fatal, devendo ser prontamente identificada e tratada pelo paciente, pessoas que presenciem o episódio antes da chegada à unidade de saúde (atendimento pré-hospitalar) e profissionais de saúde quando já no ambiente hospitalar. Objetivo: o objetivo deste trabalho é apre­sentar uma atualização sobre o assunto, observando as condutas a serem tomadas em cada uma das fases do processo. Fonte de dados: revisão nas plataformas de artigos Medline, PubMed e SciELO sem limite de data, buscando artigos com as palavras-chave ‘anafilaxia’, ‘emergência’ e ‘epinefrina’ em português e inglês. Síntese dos dados: o tratamento de primeira linha pré e hospitalar ainda é a adrenalina aplicada via intramuscular, única medi­cação capaz de impedir a progressão dos sintomas respiratórios e cardiovasculares amea­çadores à vida. Outras medidas devem, no entanto, ser tomadas na presença da progres­são do episódio, uma vez que em alguns casos não se observa uma resposta de imediato a esta medicação, necessitando maiores cuidados de suporte de vida. Uma recaída pode ser observada em alguns pacientes, daí a necessidade de um tempo de observação após o controle inicial. Conclusões: pesquisas revelaram que diante de um quadro de anafila­xia, a adrenalina ainda é menos utilizada pelos profissionais de saúde, quando comparada com os anti-histamínicos e corticoides. O diagnóstico deve ser rápido e a terapêutica ins­tituída prontamente. Pacientes que não receberam adrenalina precocemente apresenta­ram maior morbidade e necessitaram de maior tempo de internação para o controle do quadro clínico, que pode eventualmente evoluir para óbito. O profissional de saúde deve estar atento aos sinais e sintomas da anafilaxia, melhorando sua capacidade diagnóstica.

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Detalhes do artigo

Como Citar
Roberto Tschoepke Aires. (2017). Anafilaxia na sala de emergência. Revista De Pediatria SOPERJ, 17(Sup 1), 12–21. Recuperado de https://revistadepediatriasoperj.org.br/rps/article/view/340
Seção
Artigo de Revisão

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