Revista de Pediatria SOPERJ

ISSN 1676-1014 | e-ISSN 2595-1769

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Número atual: 18 (Supl.1)(1) -  2018

Ensino • Educação

Ensino • Educação

 

 

TL-004

Projeto de educação sexual "Nosso corpo é memória, nele escrevemos nossa história"

Fernanda da Fonseca e Silva,1 Gabriela Fradão dos Santos,1 Isabella Braga Tinoco da Silva,1 Loana da Fonseca Tortora,1 Sthefania Sad Silva Ferreira Rodrigues Fruet,1 Marta Lourenço Rolla Aloise1

1Universidade do Grande Rio Professor José de Souza Herdy

Objetivo • O projeto buscou promover a educação sexual em uma escola municipal de Queimados - RJ, cujos alunos encontram-se em situação de risco, oportunizando diálogo, reflexão, esclarecimento de dúvidas, construção coletiva de conhecimento e desenvolvimento do autocuidado no público adolescente. Método • Foi desenvolvido por meio de cinco oficinas abertas - "O corpo que sente prazer", "O corpo que se reproduz", "O corpo que adoece", "Mito ou verdade?" e "Vulnerabilidade na adolescência" -, preparadas articulando parcerias e aliando experiência docente aos conhecimentos de formação médica na promoção de saúde. Resultados • Após sondagem do conhecimento prévio de 234 alunos, buscou-se a compreensão da sexualidade como um conceito multidimensional, porém se direcionou maior enfoque à dimensão biológica. Realizou-se explicação sobre puberdade e estágios de maturação sexual, sistemas reprodutores, ciclo menstrual, ovulação, fecundação, gestação e parto, com auxílio de cartilhas do Ministério da Saúde e vídeos didáticos. Adicionalmente, foi exibido um teste rápido de gravidez e feita uma reflexão sobre as mudanças positivas e negativas da gravidez na adolescência. Em seguida, foi feita exposição comentada de métodos contraceptivos em mostruário, com fichas de informações. Além disso, foram feitas orientações sobre higiene íntima, observação de manifestações clínicas suspeitas e estímulo à consulta médica, e o esclarecimento das infecções sexualmente transmissíveis mais conhecidas e do uso correto do preservativo. Complementou-se esse momento com as dinâmicas do "Semáforo" e dos "Copos", reforçando comportamentos de elevado, médio e baixo risco e a importância da proteção diante da existência de portadores assintomáticos. Os alunos também puderam colocar suas dúvidas, de forma livre e anônima, em uma urna. Por fim, foi realizada uma palestra pelo coordenador do Centro de Referência Especializado de Assistência Social local, visando à divulgação do Disque 100 e do trabalho da unidade em relação aos serviços de enfrentamento à violência, à exploração e ao abuso sexual. Conclusão • O projeto tornou-se um evento de sucesso na escola, pelo notório interesse, necessidade, adesão e impacto social. A escola é um espaço privilegiado para práticas de promoção de saúde e de prevenção de agravos. Abrir canais de comunicação com os jovens contribui para o fortalecimento da autonomia e do autocuidado.

 


 

P-001

A inserção do estudante de medicina no projeto de extensão Apoio

Carolina Rodrigues Prado,1 Isabel Rey Madeira,1 Fernanda Mussi Gazolla,1 Cecilia Lacroix de Oliveira,1 Vera Lucia Hernandes de Oliveira,1 Cândida Mirian de Vasconcelos Santos,1 Marcia Pereira Fernandes Gomes,1 Gabriella Pinheiro Bramili,1 Juliana Poeta de Mendonça Costa,1 Camila Gonçalves Pessanha1

1Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Objetivo • Diante da crescente prevalência da obesidade infantil, principal fator de risco para doenças cardiovasculares, e como forma de intervir nessa realidade, surgiu o projeto de extensão Ambulatório de Pesquisa em Obesidade Infantil (Apoio), que tem como objetivo assistir, em equipe multidisciplinar, crianças com excesso de peso e propiciar ensino, pesquisa e extensão na área. Assim, este trabalho visa demonstrar a inserção do bolsista estudante de medicina no projeto e a contribuição para sua formação acadêmica. Métodos • O cenário de atuação prática é o Apoio, onde o bolsista participa da assistência através do acompanhamento de consultas conjuntas. No ensino, comparece a reuniões bimestrais com o orientador para estudo e avaliação. Além disso, realiza educação em saúde em sala de espera com crianças e responsáveis na Brinquedoteca do Ambulatório de Pediatria com o objetivo de promover mudanças no estilo de vida. Em pesquisa, participa da captação e análise de dados clínicos demográficos, apresentando trabalhos em eventos e redigindo artigo para publicação. Resultados • Inserção do estudante em atividades promotoras de diálogo entre comunidade externa e comunidade acadêmica, como atividades de educação em saúde e atendimento ambulatorial multidisciplinar. No âmbito da pesquisa, o bolsista desenvolve estudo próprio para redação de artigos e trabalhos, como em 2016 e 2017, em que foram apresentados pôsteres na Uerj sem Muros, no Congresso da Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro (CONSOPERJ) e no Congresso Brasileiro Pediátrico de Endocrinologia e Metabologia (Cobrapem). Conclusão • Tendo em vista o impacto da obesidade infantil na saúde pública e sua complexidade fisiopatológica, o Projeto Apoio, através do tripé ensino, pesquisa e extensão, contribui para a formação do bolsista, por oferecer complementação do conhecimento acadêmico nessa área, aprimoramento na abordagem clínica a esse grupo de pacientes e estímulo à atuação multidisciplinar coesa com áreas de nutrição, psicologia e educação física. Nesse ínterim, a participação do aluno na promoção da saúde e em pesquisas proporciona produção e difusão de novos conhecimentos, fundamentais para a mudança desse quadro de crescente obesidade infantil.

 


 

P-044

Inserção do estudante de medicina em atividades de educação em saúde em brinquedoteca hospitalar

Gabriella Pinheiro Bramili,1 Camila Gonçalves Pessanha,1 Juliana Poeta de Mendonça Costa,1 Carolina Rodrigues Prado,1 Isabel Rey Madeira,1 Vera Lucia Hernandes de Oliveira,1 Cândida Mirian de Vasconcelos Santos,1 Cecília Lacroix de Oliveira,1 Marcia Pereira Fernandes Gomes1

1Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Introdução • O projeto de extensão Ambulatório de Pesquisa em Obesidade Infantil (Apoio) atua em equipe multidisciplinar e tem como público-alvo crianças que apresentem excesso de peso, visando à mudança de seu estilo de vida. Desse modo, atividades de educação em saúde com crianças e responsáveis em sala de espera são realizadas na Brinquedoteca do Hospital Pedro Ernesto, abrangendo conversas e atividades lúdicas que facilitem a adesão dos pacientes ao tratamento ao incentivar a mudança do estilo de vida de maneira recreativa. O trabalho demonstra a inserção do bolsista estudante de medicina no projeto e a contribuição de atividades complementares no combate à obesidade infantil nas crianças em acompanhamento ambulatorial. Método • As atividades contam com a participação dos bolsistas estudantes de medicina e de uma equipe multidisciplinar. O público-alvo são as crianças do Projeto Apoio e da sala de espera e seus responsáveis, visto que, na maior parte das vezes, o estilo de vida se perpetua no cotidiano das famílias. As atividades incluem contar histórias voltadas para o tema, montagem de pirâmides alimentares, jogos educativos e brincadeiras que incentivem a atividade física, além da degustação de alimentos saudáveis. Resultados • A fisiopatologia da obesidade envolve fatores comportamentais e psicológicos. Com as atividades realizadas na brinquedoteca, torna-se mais compreensível inserir hábitos saudáveis no cotidiano tanto das crianças quanto de seus responsáveis, facilitando o processo na mudança de seus comportamentos. Para o bolsista, proporciona contato com outras categorias profissionais da área de saúde, além da valorização de brincadeiras como instrumento auxiliador na adesão ao tratamento e na obtenção dos resultados esperados. Conclusão • As atividades de educação em saúde realizadas pelos bolsistas na brinquedoteca funcionam, portanto, como ambiente de troca de conhecimentos e estímulo de mudança de hábitos comportamentais, contribuindo para a redução dos níveis de obesidade infantil nas crianças em acompanhamento ambulatorial. Agradecimentos • À Doutora Isabel Rey Madeira.

 


 

P-075

Educação em saúde: o uso de história em quadrinhos com abordagem do calendário vacinal

Gustavo Sales França,1 Márcia Dorcelina Trindade Cardoso,1 Betina Nascimento Leis,1 Eduardo Rodrigues Teles Alvares,1 Lorena Araujo Silva Dias,1 Mariana Meireles Bella1

1Centro Universitário de Volta Redonda

Introdução • Baseado em uma proposta educativa do eixo saúde e sociedade, este relato de experiência, desenvolvido em 2018.1, no módulo 2 do curso de medicina do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), utilizou a história em quadrinhos (HQ) como uma forma de trabalhar a educação em saúde, evidenciando a importância das tecnologias de informação e da comunicação (TICs). Objetivo • Dessa forma, o trabalho tem como objetivo apresentar um relato de experiência e utilizar a HQ como meio mais lúdico e simples para compreensão do calendário vacinal infantil, com a abordagem da comunicação do agente comunitário de saúde (ACS) . Método • No início do período, foi apresentada a proposta de desenvolver um projeto com a finalidade de representar o calendário vacinal de uma forma mais didática, a fim de promover para a população uma compreensão mais simples e acessível para que haja maior conscientização acerca do assunto. Os temas foram distribuídos por capítulo da caderneta, de acordo com os grupos pré-estabelecidos, compostos por integrantes que acompanham o trabalho e funcionamento de uma mesma Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF). Realizamos reuniões, algumas delas junto à nossa preceptora da UBSF, para o desenvolvimento do projeto, buscando sempre uma abordagem mais ampla, clara, acessível e que comovesse toda a população em sua diversidade. Contamos com a ajuda de uma aluna do curso de Publicidade e Propaganda do UniFOA, participante do Projeto Interdisciplinar, que contribuiu na realização da arte gráfica. Discussão • Nossa HQ conta a história do personagem principal, o ACS Rodolfo, ilustrando seu dia a dia na comunidade onde trabalha. Utilizamos outros cinco personagens, divididos em quatro ambientes e 15 quadrinhos, visando sempre enfatizar as diferenças étnico-sociais. Por meio da experiência de realização desse trabalho, conseguimos ter uma visão mais abrangente e detalhada sobre a vacinação infantil, tendo melhor compreensão de qual vacina se encaixa em cada faixa etária. Conclusão • Esse projeto foi importante, uma vez que, além da consolidação dos nossos conhecimentos, percebemos a importância de se abordar o tema em uma comunidade e como ele deve ser tratado de forma inteligível para todos, contribuindo também para nossa formação mais humanizada. Agradecimentos • A toda a equipe dos dois cursos e da unidade de saúde.

 


 

P-165

A percepção dos internos de medicina na atenção primária sobre o ensino do câncer pediátrico

Patricia Campos Elia,1 Adriana Veiga,1 Augusto Muniz,1 Fabiano Figueiredo,1 Isadora Tabet,1 Lys Bendet,1 Márcia Monnerat,1 Maria Eduarda Almeida1

1Universidade Estácio de Sá

Introdução • O câncer infantil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Sendo assim a prevenção dos óbitos por câncer infantil ainda é um desafio e o sucesso no seu tratamento requer um atendimento integral, com uma suspeição clínica oportuna, assegurando o pronto-acesso aos serviços especializados para confirmação diagnóstica e terapêutica. Objetivo • O presente estudo é de abordagem qualitativa e tem como objetivo geral conhecer as percepções de internos de medicina de uma instituição de ensino superior (IES) privada no Rio de janeiro sobre o ensino da oncologia pediátrica e a importância das ligas acadêmicas neste processo. Método • Foram realizadas entrevistas individuais semiestruturadas, contendo seis perguntas formuladas com questões norteadoras a respeito do momento do diagnóstico, das dificuldades encontradas relacionadas ao reconhecimento precoce do câncer pediátrico e o fluxo para a confirmação diagnóstica e instauração de medidas terapêuticas, bem como se os alunos tiveram aulas especificas sobre o tema e se participaram de encontros das ligas acadêmicas. Resultados • Participaram desse estudo os internos que estiveram atuando na unidade de atenção básica da IES no período proposto, e, após análise cuidadosa dos discursos, foi possível identificar categorias analíticas. Conclusão • Dessa forma, após as discussões dos dados, pudemos verificar que o conhecimento deste grupo de internos de medicina não se mostrou suficiente em relação aos sinais de alarme e às condutas frente aos casos suspeitos de câncer na faixa etária pediátrica. O tempo de ensino dedicado à oncologia pediátrica foi considerado pequeno por eles e a participação em ligas acadêmicas um fator que contribui para a aprendizagem.