ARTIGO ORIGINAL
Submetido: 10/12/2024
Aprovado: 23/06/25
DOI: http://dx.doi.org/10.31365/issn.2595-1769.2025.0358
A relação entre casos notificados de hepatite A e cobertura vacinal no Brasil: um estudo ecológico
The relationship between reported cases of hepatitis A and vaccination coverage in Brazil: an ecological study
La relación entre los casos notificados de hepatitis A y la cobertura de vacunación en Brasil: un estudio ecológico
Lucas Fornaziero1,2
Maria Bárbara Todisco Freitas1,3
Maria Eduarda Andrade Luciano1,4
Lourdes Conceição Martins1,5
Katucha Rocha de Almeida Farias1,6
Maria Célia Cunha Ciaccia1,7
1 Universidade de Ribeirão Preto, Pediatria - Guarujá-SP, Brasil.
2 ORCID: https://orcid.org/0009-0003-4436-2134
3 ORCID: https://orcid.org/0000-0003-1227-1521
4 ORCID: https://orcid.org/0009-0002-3311-3047
5 ORCID: https://orcid.org/0000-0001-9996-2725
6 ORCID: https://orcid.org/0000-0002-8924-5877
7 ORCID: https://orcid.org/0000-0003-3761-5060
Autor correspondente:
Maria Célia Cunha Ciaccia
E-mail: ciaccia@uol.com.br
RESUMO
Introdução: No Brasil há uma queda nos níveis de infecção pelo vírus da hepatite A, devido a melhoria do saneamento básico, crescente urbanização populacional e vacinação universal das crianças, embora ainda haja surtos isolados da doença. Objetivo: Relacionar a incidência de casos notificados de hepatite A com a cobertura vacinal durante o período de 2014 a 2022. Metodologia: Estudo ecológico com dados obtidos em acesso ao Ministério da Saúde pelos Boletins Epidemiológicos de Hepatites Virais e pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, sobre a incidência da infecção pelo vírus da hepatite A e cobertura vacinal da hepatite A no período de 2014 até 2022. Resultados: A cobertura vacinal apresentou uma heterogeneidade no período analisado e entre as regiões estudadas, sendo que os anos de 2014, 2016 e 2021 apresentaram a menor cobertura vacinal nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. No período analisado, a Região Sudeste apresentou aumento de casos confirmados de hepatite A ao longo dos anos; em contrapartida, nas outras regiões houve redução do número de casos. Na correlação entre cobertura vacinal e taxa de incidência da hepatite A, a Região Nordeste apresentou correlação inversamente proporcional e significativa, tendo um aumento na cobertura vacinal e diminuição dos casos de hepatite A, o que não aconteceu nas outras regiões analisadas. Há, ainda, grande heterogeneidade de comportamento temporal em cada uma das faixas etárias. Conclusão: Houve grande heterogeneidade na relação entre os casos notificados de hepatite A e a cobertura vacinal no Brasil.
Palavras-chave: Hepatite A; Cobertura vacinal; Incidência; Estudos soroepidemiológicos; Vacina contra hepatite A.
ABSTRACT
Introduction: In Brazil, there has been a decline in infection levels caused by the Hepatitis A virus due to improved basic sanitation, urbanization, and universal vaccination of children; however, there are isolated outbreaks of the disease. Objective: To relate the incidence of reported cases of hepatitis A with vaccination coverage during the period 2014 and 2022. Methodology: An ecological study with data obtained from access to the Ministry of Health by the Viral Hepatitis Epidemiological Bulletins and by the Information Technology Department of the Unified Health System, on the incidence of infection by the Hepatitis A virus and Hepatitis A vaccination coverage from 2014 to 2022. Results: Vaccination coverage showed heterogeneity in the period analyzed and between the regions studied, and years 2014, 2016 and 20121 had the lowest vaccination coverage in the North, Northeast and Southeast regions. In the analyzed period, the Southeast region had an increase in confirmed cases of Hepatitis A over the years, while in other regions there was a reduction in the number of cases. In the correlation between vaccination coverage and Hepatitis A incidence rate, the Northeast showed an inversely proportional and significant correlation, with increased vaccination coverage and decreased Hepatitis A cases, and the other regions showed no correlation. There is also great heterogeneity in temporal behavior in each age group. Conclusion: There was great heterogeneity in the relationship between reported cases of Hepatitis A and vaccination coverage in Brazil.
Keywords: Hepatitis A; Vaccination Coverage; Incidence; Seroepidemiologic Studies; Hepatitis A Vaccines.
RESUMEN
Introducción: En Brasil, se ha observado una disminución en los niveles de infección por el virus de la hepatitis A debido a la mejora del saneamiento básico, el aumento de la urbanización de la población y la vacunación infantil universal, aunque aún se producen brotes aislados de la enfermedad. Objetivo: Relacionar la incidencia de casos notificados de hepatitis A con la cobertura de vacunación durante el período de 2014 a 2022. Metodología: Estudio ecológico con datos obtenidos de los Boletines Epidemiológicos sobre Hepatitis Viral del Ministerio de Salud y del Departamento de Informática del Sistema Único de Salud, sobre la incidencia de la infección por el virus de la hepatitis A y la cobertura de vacunación contra la hepatitis A de 2014 a 2022. Resultados: La cobertura de vacunación mostró heterogeneidad durante el período analizado y entre las regiones estudiadas, con los años 2014, 2016 y 2021 mostrando la menor cobertura de vacunación en las regiones Norte, Noreste y Sudeste. Durante el período analizado, la Región Sudeste mostró un aumento en los casos confirmados de hepatitis A a lo largo de los años; por el contrario, en otras regiones hubo una reducción en el número de casos. En la correlación entre la cobertura de vacunación y la tasa de incidencia de hepatitis A, la Región Noreste mostró una correlación inversamente proporcional y significativa, con un aumento en la cobertura de vacunación y una disminución en los casos de hepatitis A, lo cual no ocurrió en las demás regiones analizadas. También se observó una gran heterogeneidad en el comportamiento temporal en cada uno de los grupos de edad. Conclusión: Se encontró una gran heterogeneidad en la relación entre los casos notificados de hepatitis A y la cobertura de vacunación en Brasil.
Palabras clave: Hepatitis A; Cobertura de vacunación; Incidencia; Estudios seroepidemiológicos; Vacuna contra la hepatitis A.
INTRODUÇÃO
A hepatite A é uma infecção causada pelo virus da hepatite A (VHA). Trata-se de um vírus RNA classificado como sendo da família Picornavírus e tem distribuição universal.1,2 A maior via de transmissão do vírus é a fecal-oral; portanto, as condições sanitárias e de higiene influenciam na sua incidência. Pode ocorrer também a transmissão por contato próximo como em intradomiciliares, creches e ainda por contato sexual.2-5
A doença comumente é autolimitada e de caráter benigno; os sintomas, quando presentes, geralmente são inespecíficos, porém, mais raramente, a gravidade da sintomatologia e a letalidade estão diretamente relacionadas ao aumento da idade.1,2 Devido a seu meio de transmissão, sua prevalência está inversamente associada com as condições econômicas e sanitárias de cada região. No Brasil, assim como em outros países emergentes, observou-se queda nos níveis de infecção pelo VHA, devido a melhora do saneamento básico, crescente urbanização populacional e vacinação universal das crianças.6
Dentre as medidas que diminuíram as taxas de infecção pelo VHA, a vacinação teve destaque como uma intervenção prioritária para prevenção da mortalidade infantil, redução da hospitalização e doenças imunopreveníveis. A ação vacinal foi reconhecida como um dos maiores avanços dentro da saúde pública na humanidade e um dos melhores custo-benefícios já implantados nos sistemas de saúde.7-9
Apesar da grande queda nos casos de hepatite A após o início da vacinação, a cobertura vacinal ainda continua aquém da meta desejada e, com isso, o Brasil continua apresentando surtos isolados da doença.10
Com o Brasil apresentando esse panorama, é sempre necessário conhecer novos estudos que avaliem a relação da incidência da doença com a cobertura vacinal, sendo este o objetivo do presente estudo.
OBJETIVO
Relacionar a incidência de casos notificados de hepatite A com a cobertura vacinal no período de 2014 a 2022.
METODOLOGIA
Característica do estudo: Trata-se de um estudo ecológico com dados obtidos, durante o mês de janeiro de 2024, em acesso livre ao Ministério da Saúde pelos Boletins Epidemiológicos de Hepatites Virais e pelo DATASUS (Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde).
Descrição dos procedimentos: Foram obtidos dados sobre a incidência e cobertura vacinal da hepatite A no período de 2014 até 2022. A tabulação abrangeu o âmbito nacional, filtrando-se os dados por região. As informações extraídas foram exportadas para arquivo Excel (versão 10) para serem analisadas.
Variáveis do estudo: Cobertura vacinal da hepatite A entre 2014 e 2022 por regiões do Brasil, casos confirmados de hepatite A (número e taxa de incidência por 100.000 habitantes) por regiões do Brasil, 2014-2022 e casos confirmados de hepatite A (número e taxa de incidência por 100.000 habitantes) segundo sexo e faixa etária por ano de diagnóstico. Brasil, 2014-2022.
Descrição do produto: A vacina inativada contra a hepatite A foi introduzida no Programa Nacional de Imunizações em 2014 para crianças de 1 ano e 3 meses em uma dose única no SUS. Considera-se a cobertura adequada para proteção quando mais de 95% da população alvo é vacinada.11
Análise estatística: Foi realizada a análise descritiva das variáveis do estudo. Para as variáveis contínuas (taxa e cobertura vacinal), foram utilizados os testes de Kolmogorov-Smirnov e Levene para avaliar a aderência a curva normal e a homocedasticidade. Como as variáveis não satisfizeram esses dois princípios, foram utilizados testes não paramétricos. Para se comparar os anos e as regiões, foi utilizado o teste de Kruskal-Wallis, seguido do teste de comparações múltiplas de Dunn. Para se avaliar a relação entre cobertura vacinal (CV) e taxa de hepatite A, foi utilizado o coeficiente de correlação de Spearman. O nível de significância foi de 5%. O pacote estatístico utilizado foi o SPSS 24.0 for Windows.12
RESULTADOS
A Tabela 1 apresenta a cobertura vacinal da hepatite A, em porcentagem, por ano e região do Brasil. Observa-se que, na maior parte dos anos do período, a cobertura vacinal esteve abaixo da meta (95%). Quando comparamos as regiões, pelo teste de Kruskal-Wallis, observa-se uma diferença entre as regiões (p<0,001). Segundo o teste de comparações múltiplas de Dunn, a Região Norte difere das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste (p<0,001). A cobertura vacinal da hepatite A na Região Norte, no período estudado, variou de 36,25 a 86,67%; na Região Nordeste, a variação foi de 53,84 a 94,35%; Região Sudeste, 66,90 a 101,02%; Região Sul, 66,29 a 101,63%; e Região Centro-Oeste, 70,46 a 93,56%.
Quando comparamos os anos pelo teste de Kruskal-Wallis, observa-se que há uma diferença entre os anos (p<0,001); pelo teste de comparações múltiplas de Dunn, todos os anos diferem entre si (p<0,001), sendo os anos de 2014, 2016 e 2021 os que apresentaram a menor cobertura vacinal nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. A cobertura vacinal no ano de 2014 variou, entre as regiões, de 36,25% na Norte, a 70,72% na Centro-Oeste. Em 2016, variou de 65,30% na Região Norte a 81,98% na Centro-Oeste. E no ano de 2021, de 57,73% na Região Norte a 76,79% na Sul.
A Tabela 2 apresenta os casos confirmados de hepatite A, em número total e taxa de incidência por 100.000 habitantes, por ano e região do Brasil. Quando comparamos as regiões pelo teste de Kruskal-Wallis, observa-se uma diferença entre as regiões (p<0,001). Pelo teste de comparações múltiplas de Dunn, a Região Sudeste difere das demais regiões (p<0,001), tendo maior taxa de incidência de casos de hepatite A no decorrer dos anos do período estudado, em comparação às outras regiões. Quando comparamos os anos, pelo teste de Kruskal-Wallis, observa-se que há uma diferença entre os anos (p<0,001). Pelo teste de comparações múltiplas de Dunn, todos os anos diferem entre si (p<0,001), com tendência de queda ao longo do período, exceto para a Região Sudeste, com tendência de aumento ao longo do período. Ou seja, na comparação de casos confirmados de hepatite A em número e taxa de incidência por 100.000 habitantes, por ano e região do Brasil, observa-se que, no período analisado, a Região Sudeste apresentou aumento de casos confirmados de hepatite A ao longo dos anos; em contrapartida, nas outras regiões houve redução do número de casos.
Quando verificamos a correlação entre cobertura vacinal e taxa de incidência da hepatite A, temos que para a Região Norte, a correlação foi de r= -0,80 (p=0,60; não significativa); para a Região Nordeste, foi de r= -0,49 (p=0,001), onde temos uma correlação inversamente proporcional e significativa, ou seja, um aumento da cobertura vacinal e diminuição dos casos de hepatite A. Para a Região Sudeste, r= -0,02 (p=0,88, não significativa); para a Região Sul, r = 0,11 (p=0,47, não significativa); e para a Região Centro-Oeste, r= - 0,21 (p=0,16, não significativa).
A Tabela 3 apresenta os casos confirmados de hepatite A (número e taxa de incidência por 100.000 habitantes) segundo sexo e faixa etária por ano de diagnóstico. Observa-se, pelo teste de Kruskal-Wallis, que há uma diferença, em cada uma das faixas etárias, entre os anos de estudo (p<0,001). De uma maneira geral, em todas as faixas etárias, em ambos os sexos, houve queda do número de casos confirmados de hepatite A no decorrer do período de 2014 a 2022 no Brasil, após o início da vacinação contra o vírus da hepatite A.
DISCUSSÃO
Na maior parte do período de 2014 a 2022, a cobertura vacinal esteve abaixo da meta. Os dados revelam que não há homogeneidade entre os anos e entre as regiões do Brasil em relação à cobertura vacinal. A Região Norte difere das regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, e as regiões em todos os anos diferem entre si, sendo os anos de 2014, 2016 e 2021 os que apresentam a menor cobertura vacinal nas regiões Norte, Nordeste e Sudeste. Essa heterogeneidade no tempo e entre as regiões traz o receio de grandes surtos da doença, sobretudo entre os adolescentes, faixa etária em que a sintomatologia pode ser mais grave.1,13-15
Embora tenham ocorrido melhorias nas condições socioeconômicas das populações, as epidemias e surtos da hepatite A persistem, inclusive em países desenvolvidos, representando um desafio contínuo para a saúde pública.16 Em estudo realizado em creches e escolas do ensino fundamental da rede municipal de Santos, foi observado um surto de vírus da hepatite A, analisando a positividade do anti-HAV IgM. O mesmo estudo verificou que não houve influência da presença ou ausência de ligação à rede de esgoto nas residências das crianças, nem do hábito de brincar em córregos próximos às suas residências16.
Considerando o aumento de adultos jovens suscetíveis à infecção e a gravidade da doença para essa faixa etária, faz-se necessário que os profissionais de saúde conheçam a prevalência da hepatite viral A, para identificar, avaliar e controlar as epidemias e calcular o impacto dos programas de vacinação.
Observa-se, neste estudo, que há uma heterogeneidade entre o sexo em cada uma das faixas etárias na incidência de hepatite A entre os anos de estudo. Na região Amazônica Ocidental brasileira,17 em 2008; na região do semiárido do estado da Bahia, no povoado de Cavunge,18 em 2006, mostram dados semelhantes entre os sexos. Já na Mongólia,19 em 2009, dados mostram maior prevalência no sexo feminino em escolares de 7 a 12 anos.
Vários estudos demonstram que a vacinação contra hepatite A é capaz de evitar a disseminação da doença durante um surto e também proteger contactantes domiciliares.20-23 Entretanto, com a vacinação aquém da meta desejada, a ocorrência de inadequadas condições sanitárias e de higiene e, ainda, com as ocorrências rotineiras de áreas de inundações,24 pleiteou-se, com esses dados epidemiológicos, maior esforço das esferas governamentais para serem voltadas para o enfrentamento deste importante problema de saúde pública, pois uma boa parcela de fatores ambientais permaneceu do mesmo modo ao longo dos anos.
Limitações do estudo: Este estudo apresenta limitações, destacando-se a utilização de dados secundários que podem, além de resultar em inconsistências, apresentar somente os casos notificados de incidência de hepatite A. No entanto, as crianças pequenas na sua maioria são assintomáticas, o que acarreta subnotificações. Este estudo também não leva em consideração o motivo da queda da cobertura vacinal em determinados anos e, sim, somente a correlação entre a cobertura vacinal e os casos notificados de hepatite A no Brasil.
A vacinação universal infantil é uma ferramenta essencial, pois além de melhorar as condições sanitárias, controla a circulação do VHA e diminui a incidência da hepatite A.6 A atuação do pediatra é fundamental na verificação regular da carteira de vacina e no estímulo à atualização das doses recomendadas, garantindo assim a sucesso da cobertura vacinal e a proteção contra doenças imunopreveníveis.25
As esferas governamentais devem continuar e intensificar as informações sobre modos de transmissão e medidas de controle da hepatite A de cada região, aperfeiçoando as políticas voltadas para a solução desse problema. Destacam-se as estratégias para o alcance das metas preconizadas pelo Programa Nacional de Imunizações, como, por exemplo, a checagem das carteiras de vacinação de crianças e adolescentes nas escolas, creches, e até mesmo em domicílio. Outro destaque seria a educação da população, adquirindo estratégias de divulgação da importância da vacinação e higiene e, também, ampliando as melhorias nas condições sanitárias que melhor se encaixem na realidade e necessidade de cada população.
CONCLUSÃO
Conclui-se que há uma heterogeneidade na relação entre os casos notificados de hepatite A e a cobertura vacinal no Brasil. Novos esforços governamentais devem continuar para reforçar as informações sobre modos de transmissão e estimular medidas de controle da hepatite A de cada região, aperfeiçoando as políticas voltadas para a solução desse problema. Vacinar é, portanto, um investimento em saúde individual e coletiva, barreira eficaz para a circulação do vírus, e a base para erradicar a hepatite A no Brasil.
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Tabela 1 - Cobertura vacinal (%) da Hepatite A entre 2014 a 2022 por regiões do Brasil
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ANO |
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Regiões |
2014 |
2015 |
2016 |
2017 |
2018 |
2019 |
2020 |
2021 |
2022 |
|
Norte |
36,25 |
86,67 |
65,30 |
71,10 |
73,83 |
79,01 |
64,56 |
57,73 |
64,41 |
|
Nordeste |
53,84 |
94,35 |
70,12 |
78,09 |
80,15 |
82,33 |
71,29 |
62,09 |
71,37 |
|
Sudeste |
66,90 |
101,02 |
70,52 |
80,12 |
85,20 |
86,17 |
77,79 |
70,43 |
72,38 |
|
Sul |
66,29 |
101,63 |
76,47 |
82,81 |
86,49 |
91,38 |
86,37 |
76,79 |
82,20 |
|
Centro-Oeste |
70,72 |
93,56 |
81,98 |
80,12 |
84,43 |
85,94 |
79,87 |
70,46 |
77,43 |
|
Brasil |
60,13 |
97,07 |
71,58 |
78,94 |
82,69 |
85,02 |
75,9 |
67,54 |
72,99 |
Tabela 2 - Casos confirmados de hepatite A (número e taxa de incidência por 100.000 habitantes) por regiões do Brasil, 2014-2022
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ANO |
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|
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Regiões |
2014 |
2015 |
2016 |
2017 |
2018 |
2019 |
2020 |
2021 |
2022 |
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Norte |
2693 (41,8) |
1503 (47,4) |
387 (32,8) |
184 (8,7) |
212 (10,1) |
148 (16,6) |
70 (13,2) |
38 (8,7) |
40 (5,3) |
|
Nordeste |
1948 (30,3) |
593 (18,7) |
222 (18,8) |
178 (8,4) |
153 (7,3) |
99 (11,1) |
75 (14,1) |
58 (13,3) |
89 (11,8) |
|
Sudeste |
953 (14,8) |
576 (18,2) |
294 (24,9) |
1477 (69,6) |
1386 (65,9) |
456 (51,2) |
277 (52,2) |
240 (54,9) |
447 (59,1) |
|
Sul |
246 (3,8) |
239 (7,5) |
195 (16,5) |
209 (9,9) |
279 (13,3) |
143 (16,0) |
85 (16,0) |
68 (15,6) |
148 (19,6) |
|
Centro-Oeste |
599 (9,3) |
257 (8,1) |
81 (6,9) |
73 (3,4) |
74 (3,5) |
45 (5,0) |
24 (4,5) |
33 (7,6) |
32 (4,2) |
|
Brasil |
6439 (100) |
3168 (100) |
1179 (100) |
2121 (100) |
2104 (100) |
891 (100) |
531 (100) |
437 (100) |
756 (100) |
Tabela 3 - Casos confirmados de hepatite A (número e taxa de incidência por 100.000 habitantes) segundo sexo e faixa etária por ano de diagnóstico. Brasil, 2014-2022
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ANO |
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2014 |
2015 |
2016 |
2017 |
2018 |
2019 |
2020 |
2021 |
2022 |
|||||||||||||||
|
Sexo Masculino |
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|
< 5 anos |
468 (17,99) |
207 (18,18) |
45 (18,51) |
24 (12,63) |
26 (11,87) |
19 (24,67) |
4 (12,90) |
6 (18,75) |
16 (26,66) |
|||||||||||||||
|
5-9 anos |
948 (36,44) |
382 (33,56) |
81 (33,33) |
33 (17,36) |
30 (13,69) |
12 (15,58) |
5 (16,12) |
3 (9,37) |
10 (16,66) |
|||||||||||||||
|
10-14 anos |
754 (28,98) |
341 (29,96) |
72 (29,62) |
40 (21,05) |
53 (24,20) |
15 (19,48) |
10 (32,25) |
8 (25,00) |
10 (16,66) |
|||||||||||||||
|
15-19 anos |
431 (16,57) |
208 (18,27) |
45 (18,51) |
93 (48,94) |
110 (50,22) |
31 (40,25) |
12 (38,70) |
15 (46,87) |
24 (40,00) |
|||||||||||||||
|
Brasil |
2601 (100) |
1138 (100) |
243 (100) |
190 (100) |
219 (100) |
77 (100) |
31 (100) |
32 (100) |
60 (100) |
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|
Sexo Feminino |
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|
<5 anos |
389 (17,12) |
162 (17,72) |
30 (15,70) |
18 (13,84) |
20 (13,07) |
15 (22,72) |
7 (18,42) |
5 (20,00) |
12 (28,57) |
|||||||||||||||
|
5-9 anos |
1046 (46,05) |
410 (44,85) |
70 (36,64) |
32 (24,61) |
40 (26,14) |
15 (22,72) |
9 (23,68) |
7 (28,00) |
9 (21,42) |
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|
10-14 anos |
576 (25,36) |
236 (25,82) |
59 (30,89) |
30 (23,07) |
33 (21,56) |
16 (24,24) |
5 (13,15) |
4 (16,00) |
10 (23,80) |
|||||||||||||||
|
15-19 anos |
260 (11,44) |
106 (11,59) |
32 (16,75) |
50 (38,46) |
60 (39,21) |
20 (30,30) |
17 (44,73) |
9 (36,00) |
11 (26,19) |
|||||||||||||||
|
Brasil |
2271 (100) |
914 (100) |
191 (100) |
130 (100) |
153 (100) |
66 (100) |
38 (100) |
25 (100) |
42 (100) |
|||||||||||||||
Editor Associado:
Charbell Miguel Haddad Kury
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-7568-7367
Editor Científico:
Fernanda Pinto Mariz
ORCID: https://orcid.org/0000-0002-6981-2352
Editora:
Sociedade de Pediatria do Rio de Janeiro – SOPERJ
E-mail de contato: secretaria@soperj.org.br
Financiamento:
Não há.
Disponibilidade de dados da pesquisa:
Os conteúdos subjacentes ao texto da pesquisa estão contidos no artigo.
Conflito de interesses:
Não há.
Contribuições dos autores:
L Fornaziero: coleta de dados, conceitualização, metodologia, redação - preparação do original, redação - revisão e edição, visualização.
MBT Freitas: coleta de dados, conceitualização, metodologia, redação - preparação do original, redação - revisão e edição.
MEA Luciano: coleta de dados, conceitualização, metodologia, redação - preparação do original, redação - revisão e edição.
LC Martins: análise estatística, conceitualização, redação - revisão e edição.
KRA Farias: coleta de dados, conceitualização, redação - preparação do original, redação - revisão e edição.
MCC Ciaccia: análise estatística, coleta de dados, conceitualização, gerenciamento do projeto, investigação, metodologia, redação - preparação do original, redação - revisão e edição, supervisão.
Rev Pediatria SOPERJ 2025;25(4): e20250358